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Conheça Irene Pereira, especialista em Recrutamento e Selecção, com quase uma década de experiência em sectores como  consultoria, oil & gás, banca, construção e TIC.

Last updated: September 15, 2025 11:12 am
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Políbos News
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5 Min Read
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Uma década de experiência e lições de resiliência

Com quase dez anos de experiência em Recursos Humanos, Irene Pereira construiu uma carreira marcada por consistência e resiliência. Para ela, o crescimento profissional em Angola exige não apenas conhecimento técnico, mas também competências humanas que transformam desafios em conquistas.

Contents
  • Uma década de experiência e lições de resiliência
  • Diferentes setores, diferentes talentos
  • Mercado de Trabalho: entre oportunidades e preparação
  • Formação e qualificação: responsabilidade partilhada
  • Liderança, cultura e retenção de talentos
  • Desafios práticos e o futuro do trabalho
  • Uma mensagem de impacto para a juventude angolana
  • Conclusão

“Aprendi que é preciso empatia, comunicação e capacidade de adaptação. São estas competências que fazem a diferença quando o objetivo é ultrapassar obstáculos e conquistar espaço no mercado”, partilha Irene.

Diferentes setores, diferentes talentos

Ao longo da sua trajetória, Irene trabalhou em oil & gás, banca, construção e TIC, adquirindo uma visão ampla sobre perfis de talento:

  • Oil & Gás: rigor técnico e especialização.
  • Banca: disciplina e perfis analíticos.
  • Construção: resiliência e foco em prazos.
  • TIC: criatividade e inovação.

“Todos os sectores pedem excelência, mas cada um valoriza competências específicas”, destaca.

Mercado de Trabalho: entre oportunidades e preparação

Na visão da especialista, o maior desafio em Angola não é apenas a falta de emprego, mas também a falta de preparação dos candidatos. Muitos chegam a entrevistas sem conhecer a empresa, sem objetivos claros e com CVs mal estruturados.

“Outro erro recorrente é a falta de autenticidade. Alguns tentam encaixar-se em perfis que não lhes pertencem, quando o mais valorizado é a honestidade sobre capacidades e ambições”, sublinha Irene.

Do lado das empresas, a cultura de contratar mais pela “indicação” do que pela competência ainda é uma barreira. Para mudar, Irene defende processos estruturados, meritocráticos e transparentes, que valorizem a competência sem ignorar a rede de contatos.

Formação e qualificação: responsabilidade partilhada

Todos os anos, milhares de licenciados chegam ao mercado angolano, mas as empresas continuam a reclamar da falta de profissionais qualificados. Para Irene, a responsabilidade é partilhada:

  • Academia: precisa atualizar currículos.
  • Empresas: devem investir em estágios e formação prática.
  • Jovens: devem cultivar aprendizagem contínua.

Entre as competências mais valorizadas, Irene destaca: competências digitais, comunicação clara, línguas estrangeiras, espírito crítico e adaptabilidade.

Liderança, cultura e retenção de talentos

Irene é clara quanto ao impacto da liderança: Angola ainda sofre com o excesso de “chefes” e a falta de líderes inspiradores. “O recrutamento precisa identificar candidatos que saibam ouvir, motivar e inspirar. É assim que se muda a cultura organizacional”, explica.

Sobre a infantilidade empresarial — chefias que priorizam poder em vez de gestão —, considera ser um dos maiores fatores de rotatividade: “Profissionais qualificados não ficam em ambientes onde não são respeitados. Essa postura desgasta equipas e empobrece a organização.”

Desafios práticos e o futuro do trabalho

A especialista deixa dicas práticas para quem enfrenta entrevistas: estudar a empresa, treinar respostas claras, praticar a apresentação pessoal e, sobretudo, ser genuíno.

Também valoriza o papel do headhunting, cada vez mais importante para identificar talentos que já estão empregados e não procuram novas oportunidades.

Quanto ao futuro, alerta que funções repetitivas, como tarefas administrativas e de atendimento básico, tendem a desaparecer com a automação. Em contrapartida, prevê novas oportunidades em análise e proteção de dados, inteligência artificial, energias renováveis e cibersegurança.

Uma mensagem de impacto para a juventude angolana

Se tivesse diante de si 500 jovens prestes a entrar no mercado de trabalho, Irene deixaria uma mensagem clara:

“Não esperem que o mercado vos ofereça tudo pronto. O vosso futuro depende do esforço e da dedicação diária. Sonhem alto, mas preparem-se com disciplina. Cada pequena oportunidade pode ser a porta para algo maior. Sejam persistentes, humildes e verdadeiros convosco próprios. Angola precisa de jovens que façam a diferença com coragem e ética.”

Conclusão

A trajetória de Irene Pereira comprova que o talento angolano, quando aliado à resiliência e preparação, pode transformar empresas e abrir novos caminhos para o futuro do trabalho em Angola. A sua visão, baseada em experiência multissetorial e paixão por desenvolver pessoas, posiciona-a como uma das vozes mais relevantes dos Recursos Humanos no país.

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